quarta-feira, 9 de março de 2011

Meditar - Contemplação e Descoberta



Meditando...
Entreguei-me a reflexão de mim mesma...
Parei o tempo...
Senti todos os processos físicos...
Vivenciei todos os processos mentais...
Até que por fim...
Encontrei-me com meu mais profundo ser...
Ser sagrado, esquecido, mas persistente a minha espera...
Como um velho amigo, relatei todos meus sentimentos mundanos...
E como uma luz divina existente em mim, que até então não sabia existir...
Purificou-me destes sentimentos...
Momentos de profunda comoção...
Mas, como o tempo fora de mim ainda existia... passaram-se os 60 minutos da meditação...
Ao abrir os olhos, percebi que não havia perdido a conexão deste ser habitado em mim, foi então que constatei, este ser sou eu...
Em toda minha vida, até aqui... vivi como uma máquina ligada ao automático...
Com atos e pensamentos impulsivos vindos na minha máquina que é denominada corpo... 
Tudo o que provem desta máquina são puramente instintivos... são completamente o externo...
Não vem deste ser que somos nós realmente, a Alma...
Que deriva do anima...o principio que dá movimento ao que é vivo...
Por tanto, é de onde deve vir as ações, os pensamentos e sentimentos...
A alma é o que somos...
De dois seres habitando um mesmo corpo... agora passamos a formar um só...
(Deborah Oliveira Rêgo)

Tocadas pelo Vento - Déborah

Ventos da liberdade, venham suprir minha necessidade... vem mudar direções, espalhar brisas que confortam....
Faz-me dançar os teus movimentos, ao ritmo de teu canto suave...
Vista-me em noites de calor...
Não se perca de mim, pois serei feliz todos os dias em que você, vento da liberdade, habitar em mim.


 (Deborah Oliveira Rêgo)

Tocadas pelo Vento - Bárbbara


Vento

Deslumbramento 

Barbbara Campos


Cavalgando pela relva, já posso sentir a carícia do vento
Corro, ando, movimento em direção de caminhos inexatos
Multiplica-se aos meus olhos campos floridos
Vivencio a sensação incontestável de ser livre.


Caminhando descalço pelo plantio, já posso, no espaço que intercede, notar a semente que teima em germinar Sinto, embriago, fantasio a ventura das aventuras.
O céu mostra-me o brilho imensurável das estrelas
E um instante torna-se imensidão.


Adentrando nos belos terrenos gramados, já posso avistar o horizonte Conheço, aprecio, degusto a leveza da calmaria 
Ao longe, o sol aponta, desperta a amplitude da vida
Regresso dentro de mim e vejo a fascinação dos meus sonhos.



O Mar - Versos e Sons: AREIA DO MAR - IMAGENS E SONS

O Mar - Versos e Sons: AREIA DO MAR - IMAGENS E SONS

Arte de Mar- ina


Lapinha - Registros de Bárbbara

Pequena gruta


Ouve-se os pássaros a cantar

Olha-se as estrelas majestosas a marcar o infinito

Degusta-se o sabor do beijo

Cheira-se o tempero que exala da pele

Sente-se o brilho dos olhos

Aqui, em frente à cachoeira...

O zumbido me traz placidez

Renova-me a esperança,

Horas e dias vão passando

Só fixando, bons momentos.

O sol atravessa as águas exaltantes

O batuque refulgente, ao redor das montanhas, convida a 

viver a vida
 
No lúgrube exuberante que revela seu mistério.

Seu encanto já existia, nos meus sonhos

No poente dos rochedos, estabelece o suntuoso Pico do Breu

Viajo divagando paredolias 

Parto suspensa do chão



.




Barbbara Campos

Colher flores na chuva



Chovia lá fora, dentro algumas goteiras não incomodavam. 
Uma casa no campo e uma ampla varanda. 
Boa prosa e chá de manjericão.
Rodeados por uma imensa montanha.
Ouvíamos pingos de chuva caindo no chão.

Não há tempo a perder.
O presente momento é tudo que temos.
Contemplávamos extasiados a natureza e suas cores.
Havia muito verde, um pouco de azul, mas faltava o amarelo das flores.
Nesse momento não havia espaço para preguiça.

Colher flores na chuva,
Eis que fazia uma alma solícita 
Ela trouxe-nos o amarelo
E boas lembranças.