terça-feira, 27 de setembro de 2011

Brisa ...


Esses dias eu sonhei com uma filha que nunca tive.
Quando acordei já escolhi seu nome.
Brisa.
Não sei quando será gerada.
Só a sinto perto de mim.
Ela me toca quando caminho.
Ela me atravessa quando desalinho.

Mas André disse que isso não é nome de gente!
Eu penso que gente é mesmo uma alegria.
Mas a Brisa é como se fosse um vento gentil.

Brisa do Mar...
Brisa da Montanha...

Será que você quer  mesmo ser  filha de um tufão?
Venha.
Quem sabe assim.
Consigo pousar pelo menos um dos meus pés no chão?

Em Setembro e já é primavera

E Setembro está quase no fim, mas já chegou a primavera.
Eu me preparei para ela.
Plantei uma semente.
E tomei um banho de chuva.
Acordei mais cedo e senti também o orvalho.

Vi flores no caminho para o trabalho.
Fotografei flores quando voltava para casa.
Fui à varanda sentir o vento.
E deixei bagunçar os cabelos.
À noitinha fui inspirar e respirar consciente.
De repente adormeci.

O sol parecia apressado.
Parece que ele queria que eu o avistasse mais cedo possível.
Fui para a rua, sentei na calçada.
E vi uma dança de pássaros.
Era uma festa.
É quase outubro... Mas ainda é primavera.
Novembro há de chegar.
Em dezembro completo 30 primaveras em uma só vida.

A primavera é minha preferida.
Mas sou gentil com o verão.
Eu gosto de sentir o sol arder e dormir sem cobertor.
E meus amigos costumam se reunir comigo nessa estação.

No outono só me encanta o chão.
Coberto de folhas secas e húmus.
Incomoda-me o frio que se apresenta aos poucos.
Mas serei gentil com ele.
Vou deixar que ele me toque.

No inverno...
Ah! Esse me parece chato.
Mas não vou me rebelar.
Talvez hibernar como o urso...
E vou plantar outra semente.

E quem sabe eu complete 31 primaveras em uma só vida?