Essa vida é tão interessante, mais ainda a humanidade, a linguagem e a desconstrução! Todos os dias sem percebermos matamos e ressuscitamos... Inventamos e desconstruímos! Há quem se apegue tanto aos mortos que se esquecem dos vivos, e há outros que não valorizam as reminiscências dos seus antepassados! Os antepassados foram outros?? Ou são eles reencarnados?
Hoje decidi enterrar os mortos, eu estou morta... Decidi me enterrar, e só vão sobrar meus restos, mais interessantes e saborosos para os vermes! Os vermes vão se deliciar de mim! E a reminiscência de mim será desconstruída, e outra de mim será reencarnada. Não que isso seja da ordem da vontade, do desejo ou necessidade. Isso é inerente à vida... Que é a morte todos os dias!
Acontece que apesar de morta, minhas lembranças permanecem! A luta é reinventá-las! Meus restos ambulantes vão construir outra história, e as lembranças de mim morta serão esquecidas! Quando morri, morreram comigo emoções, sentimentos e percepções que se não tivessem sido contadas, se perderiam no vento... No estomago dos vermes se esses o tivessem! Meus restos não têm emoções, sentimentos, percepções... Estão a procura de tal!!
Quando morri, os cheiros, os sorrisos, os gritos e afagos também morreram. Os rostos, os olhares, abraços desfaleceram! Os restos procuram novidades... Não é certo descartar a importância dos restos, eles também são interessantes, mesmo que para os vermes!
Os vermes não comeram minhas lembranças... Não sentiram os cheiros, não viram os sorrisos... Eles tem apenas os restos... Restos...
Mesmo que seja resto, ainda existo, mesmo que não tenha mais sangue, ainda pulso! Mesmo que não tenha mais ar, ainda respiro! Anseio inventar novas lembranças, criar novas percepções e sentir o que nunca senti antes! Pelo resto da vida, meus restos vão reconstruir... mesmo que morra de novo... me reinventarei pelo resto da vida!
È assim, a vida é um fimeço, depois de um fim sempre um começo e vice versa! Decidi morrer antes de me matar... decidi matar antes de perder... covardia??
Antes seja, meus restos pelo resto da vida viverão o fimeço, que só eu conheço, que só eu criei... e crio sem parar!

Minha mente mente! No inicio geralmente há uma velocidade diminuta, como no fim, onde se esvaineceram os ventos fortunos de ímpeto. Assim sendo, indo ou vindo, iniciando ou terminando, estamos sempre no mesmo ocaso de começar ou terminar. Neste sentido, minha mente mente, pois na verdade não há fim, há diversos começos, vários para o mesmo fim (póscrito em tábuas)
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